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Mais de 8 em cada 10 famílias brasileiras têm dívidas; inadimplência continua elevada entre os mais pobres
O endividamento das famílias brasileiras chegou a 81,6% em outubro de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Apesar de uma pequena redução em relação a setembro, quando o indicador estava em 81,7%, o percentual permanece superior ao registrado em outubro de 2025, quando 79,5% das famílias declaravam possuir dívidas.
A pesquisa considera diferentes modalidades de compromissos financeiros, incluindo cartão de crédito, financiamentos e empréstimos.
O levantamento também identificou uma redução da inadimplência pelo segundo mês consecutivo. Em outubro, 29,3% das famílias tinham contas em atraso, contra 29,6% em setembro e 30,5% no mesmo período do ano passado.
A parcela de famílias que afirmam não ter condições de pagar as dívidas atrasadas caiu de 12,5% para 12,2%.
Entretanto, a situação é diferente entre as faixas de renda. Nas famílias que recebem até três salários mínimos, a inadimplência aumentou de 38,5% para 38,6%. Foi o único grupo de renda que apresentou crescimento do indicador na comparação mensal.
Outro dado preocupante é o tempo de atraso. Em outubro, 48,8% das dívidas vencidas estavam atrasadas havia mais de 90 dias. O tempo médio de atraso ficou em 65,1 dias.
A CNC projeta que o endividamento permaneça próximo de 81,6% até dezembro, enquanto a inadimplência poderá terminar o ano em 29,2%.
Os números mostram que, mesmo com uma melhora em alguns indicadores, a dificuldade financeira continua atingindo uma parcela expressiva da população, especialmente os trabalhadores de menor renda.
