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Coluna Santa Maria do Herval

O triste fim da paineira entre o Teewald e São José do Herval

13/08/2026 - 12h46min

Coluna de Santa Maria do Herval

Mauri M.T.Dandel

 

LUTO

Não sei se dá para dizer que é luto, mas alguns amigos usaram essa palavra para definir uma situação ali próximo da divisa do Teewald com São José do Herval. Por conta das obras na VRS, uma paineira que era o cartão-postal da região veio abaixo. Vamos divulgar aqui o “antes” e o “depois”…

O antes, como era

 

Agora: com o avanço das obras na VRS, veja como ficou

 

MARCA REGISTRADA

Em março, não sei se vocês vão lembrar, publicamos aqui no jornal a foto dessa paineira. Para vocês terem uma ideia de como ela “era” conhecida, eu recebi a foto e antes de publicar enviei a imagem para a bióloga Ivana para confirmar o nome da árvore (ou a espécie). Não tinha dito onde era. E ela, na hora, respondeu que era a paineira roxa/rosa, árvore nativa e que devia ser “aquela na descida, à esquerda”, perto da curva de quase 360 graus (que tem na divisa de Morro Reuter e o Herval.

 

AGRICULTOR

Eu deveria, mas não vou reclamar, nem criticar, apenas colocar uma reflexão aqui. Também não vou perguntar os motivos, nem porque não foi divulgado antes o que seria feito, mas, a pergunta é: como será que um agricultor vai se sentir vendo essas imagens?

A paineira fica em terras morro-reutenses, mas antes disso, lá por janeiro, quase todos os plátanos plantados no governo Derly desde a curva foram derrubados pelo mesmo motivo.

Pergunto isso porque, em geral, nossos agricultores não podem derrubar um pé de nada, qualquer árvore é passível de multa ou de ter que replantar outras dezenas. Nenhum agricultor, pelas nossas leis estaduais ou federais, pode fazer nada, nunca, tudo é proibido.

Mas, nas laterais das estradas, volta e meia motosserras devastam tudo, árvores centenárias para não atrapalhar a rede de luz e agora, esse cartão postal veio abaixo sem maiores explicações. Enfim, como falei, não estou sendo contra as obras ou melhorias, apenas perguntando aos nossos colonos como se sentem quando não podem derrubar uma unha de gato ou pé de mata-campo do potreiro… É isso que queremos para essa rota que está cada vez mais turística e que triplicou o movimento de veículos diariamente?

 

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