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Brasil espera receber proposta comercial dos Estados Unidos até a próxima semana

04/11/2026 - 07h53min

O governo brasileiro espera receber até o início da próxima semana uma proposta inicial dos Estados Unidos para avançar nas negociações de um acordo comercial entre os dois países. O documento deverá indicar os setores da economia brasileira nos quais os norte-americanos desejam obter condições de acesso com tarifas reduzidas.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Segundo ele, o compromisso de encaminhar o documento foi estabelecido durante a última reunião presencial entre representantes dos dois governos, realizada no fim de setembro.

O ministro afirmou que os Estados Unidos ainda trabalham na elaboração da proposta e que houve conversas informais desde o encontro. Depois de receber o documento, o Brasil deverá apresentar uma contraproposta, indicando os setores e produtos nos quais também pretende obter melhores condições comerciais.

As negociações ocorrem em meio às tarifas aplicadas pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros. Desde julho, duas novas rodadas de cobranças atingem mercadorias nacionais: uma tarifa de 25%, relacionada a alegações de práticas comerciais desleais, e outra de 12,5%, vinculada a questionamentos norte-americanos sobre a importação de produtos fabricados com mão de obra escrava.

De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as medidas atingem simultaneamente 3.985 produtos brasileiros, que representam aproximadamente US$ 10,8 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 55 bilhões em mercadorias exportadas para os Estados Unidos.

O governo brasileiro já havia rejeitado uma proposta anterior, considerada desfavorável por não oferecer contrapartidas suficientes ao país. A expectativa é que a nova etapa permita identificar pontos de negociação e construir uma alternativa que reduza os impactos das barreiras comerciais.

O envio do documento norte-americano, entretanto, não significa que um acordo esteja fechado. A negociação ainda dependerá da análise das propostas e da definição de concessões de ambos os lados.

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