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Brasil registra 189 denúncias de violência política durante as eleições; RS teve 61 ocorrências no segundo turno

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) recebeu 189 denúncias de violência política durante o período eleitoral de 2026. Os registros foram feitos pelo Disque 100, diretamente ao ministério e por meio de outros órgãos e canais de atendimento.
Somente entre os dias 1º e 25 de outubro, o Disque 100 recebeu 90 denúncias, número 350% superior às 20 comunicações registradas durante todo o mês de setembro. Os dias de votação concentraram parte significativa dos relatos: foram 19 denúncias no primeiro turno, em 4 de outubro, e outras oito no segundo turno, em 25 de outubro.
Além dos registros do Disque 100, o ministério recebeu 38 denúncias por outros canais e 41 encaminhadas por parlamentares e representantes de partidos políticos. Todos os 189 casos foram formalmente enviados ao Ministério da Justiça, à Polícia Federal, à Defensoria Pública da União e a órgãos do Ministério Público para as providências cabíveis.
Segundo o MDHC, as denúncias envolvem situações de violência política de gênero, violência política étnico-racial e violações ao direito de votar e ser votado.
Rio Grande do Sul teve 61 ocorrências no segundo turno
No Rio Grande do Sul, o balanço da Secretaria da Segurança Pública (SSP) aponta que o Gabinete Integrado de Monitoramento das Eleições acompanhou 61 ocorrências entre a manhã de sábado (24) e a noite de domingo (25). Conforme os dados nacionais divulgados pelo Ministério da Justiça, o Estado ficou em segundo lugar no número de registros, atrás apenas de Minas Gerais, que contabilizou 93.
Entre as ocorrências gaúchas, foram 13 registros de outros crimes eleitorais, nove de propaganda irregular, oito casos de boca de urna e seis de desobediência a ordens da Justiça Eleitoral. Também foram registrados cinco episódios de violação ou tentativa de violação do sigilo do voto e três casos de lesão corporal em locais de votação ou apuração.
Os registros foram distribuídos por diferentes municípios. Houve, por exemplo, casos de boca de urna em Canela, Igrejinha, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Uma ocorrência de transporte ilegal de eleitores foi registrada em Estrela, enquanto Caxias do Sul teve um registro de porte ilegal de arma de fogo em local de votação.
Números representam levantamentos diferentes
A Secretaria da Segurança Pública esclarece que as 61 ocorrências correspondem ao monitoramento de segurança realizado durante o segundo turno. Esse número não representa a quantidade de denúncias de violência política recebidas pelo Disque 100 no Estado.
O Ministério dos Direitos Humanos não apresentou, no balanço divulgado, a divisão das 189 denúncias por unidade da Federação. Assim, ainda não é possível identificar quantos registros desse tipo foram feitos especificamente no Rio Grande do Sul.
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