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Comissão adia votação de crédito para benefícios previdenciários e sociais; governo reduz pedido para R$ 149,4 bilhões

A Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional adiou para a próxima semana a votação de um crédito suplementar destinado a financiar benefícios previdenciários e sociais em 2026. O pedido inicial era de R$ 185,5 bilhões, mas o governo federal solicitou a redução do valor para R$ 149,4 bilhões.
O crédito já está previsto no Orçamento, mas depende de autorização do Congresso porque envolve operações de endividamento que ultrapassam o limite estabelecido pela chamada regra de ouro das contas públicas.
Prevista na Constituição Federal, a regra impede que o governo contraia dívidas em valor superior às despesas com investimentos e à amortização de dívidas. O objetivo é evitar que o endividamento público seja utilizado livremente para financiar despesas correntes da administração.
O relator da proposta, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), manifestou apoio ao projeto, mas fez ressalvas sobre os possíveis efeitos da operação para a dívida pública. Ele defendeu que a autorização seja tratada como excepcional e acompanhada de informações periódicas do Poder Executivo sobre as emissões de títulos, as fontes de recursos substituídas, os desembolsos e os efeitos sobre o endividamento.
A necessidade de autorização legislativa está relacionada à insuficiência de espaço dentro do limite constitucional da regra de ouro para cobrir as despesas previstas. A redução do valor solicitado pelo governo, de R$ 185,5 bilhões para R$ 149,4 bilhões, ainda deverá ser examinada pelos parlamentares.
A discussão é relevante porque envolve a garantia de recursos para pagamentos obrigatórios, incluindo benefícios previdenciários e sociais. O adiamento, entretanto, não significa suspensão imediata dos pagamentos, mas indica que a autorização orçamentária ainda depende da conclusão da tramitação no Congresso.