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Disputa pela presidência do Senado provoca divergências entre PP e PL; Tereza Cristina resiste a pressão para desistir

A disputa pela presidência do Senado Federal para o próximo período legislativo provocou divergências entre integrantes do Progressistas (PP) e do Partido Liberal (PL).
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, senadores do PP demonstraram insatisfação com ataques dirigidos à senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também pretende disputar o comando da Casa.
A parlamentar havia estabelecido um acordo com Rogério Marinho (PL-RN) para que a oposição apresentasse uma candidatura única contra a tentativa de reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A ideia é que, em janeiro, o candidato considerado menos competitivo desista da disputa para apoiar o outro. Entretanto, os dois ainda não chegaram a um entendimento sobre quem deverá representar o grupo.
A pressão sobre Tereza Cristina aumentou após a circulação de mensagens nas redes sociais e de cartazes pedindo que ela desistisse da candidatura. Segundo a reportagem, integrantes do PP atribuíram os ataques a apoiadores do bolsonarismo, mas a autoria não foi individualmente comprovada.
O partido possui seis senadores na próxima legislatura. Dois votos são considerados próximos de Alcolumbre, dois são atribuídos à oposição e outros dois permanecem indefinidos, segundo interlocutores ouvidos pelo jornal.
O PP avalia que a pressão sobre Tereza Cristina poderá prejudicar as articulações internas e abrir espaço para novas negociações com o atual presidente do Senado.
A eleição para a presidência da Casa está prevista para 1º de fevereiro de 2027.