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Enem 2026: mais de cinco milhões de redações passarão por correção de profissionais selecionados e treinados pelo Cebraspe

A correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 envolve um processo de seleção e treinamento dos profissionais responsáveis por avaliar os textos de mais de cinco milhões de participantes.
Uma reportagem publicada pelo UOL nesta quarta-feira (4) detalha as exigências para atuar como corretor, as etapas de capacitação e os critérios utilizados para acompanhar o desempenho dos avaliadores.
A organização do processo é responsabilidade do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).
Para participar da seleção, os candidatos precisam ter graduação em Letras, com habilitação em Língua Portuguesa, ou em Linguística.
Também existem exigências específicas para profissionais que pretendem corrigir redações de participantes com transtorno do espectro autista, dislexia, surdez ou deficiência auditiva. Nesses casos, é necessário comprovar experiência na avaliação de textos desses públicos ou possuir pós-graduação relacionada à área de atuação.
O regulamento estabelece restrições para evitar conflitos de interesse. Pessoas inscritas no Enem daquele ano não podem participar da seleção, assim como familiares de candidatos nas relações previstas pelas regras.
Profissionais vinculados a cursos preparatórios para o Enem, vestibulares e concursos públicos também estão impedidos de atuar.
Como funciona a seleção?
O primeiro passo é realizar um curso obrigatório a distância, com duração de 120 horas, distribuídas em seis módulos.
Depois dessa etapa, os candidatos passam por avaliações objetiva e discursiva, realizadas pela internet.
Os aprovados seguem para uma capacitação presencial de 16 horas e, posteriormente, participam de um pré-teste eliminatório.
Nessa fase, cada candidato avalia entre 50 e 60 redações. Para ser aprovado, precisa alcançar pelo menos sete pontos em uma escala de dez.
Durante a atividade profissional, os corretores continuam sendo monitorados por supervisores e precisam seguir critérios estabelecidos pelo Inep.
Uma das ferramentas de controle são as chamadas provas-âncora, textos previamente avaliados por especialistas que servem como referência para verificar a qualidade das correções.
Caso o profissional obtenha desempenho inferior a sete pontos, poderá ser suspenso. Uma terceira ocorrência pode resultar em desligamento. Se a avaliação ficar abaixo de cinco pontos, a dispensa está prevista no regulamento.
Quanto recebe um corretor do Enem?
O regulamento de 2026 prevê pagamento de R$ 3 por redação corrigida na primeira ou segunda avaliação.
Quando existe divergência significativa entre as duas notas, uma terceira correção poderá ser acionada. Nesse caso, o pagamento previsto é de R$ 3,30.
Cada redação recebe pelo menos duas avaliações independentes, realizadas por profissionais diferentes.
A terceira correção é utilizada quando a diferença entre as avaliações ultrapassa os critérios estabelecidos pelo Inep.
Quando será o Enem?
As provas do Enem 2026 serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro.
No primeiro domingo, os participantes farão as provas de Linguagens, Ciências Humanas e Redação.
No segundo, serão aplicadas as provas de Matemática e Ciências da Natureza.
O exame reúne mais de cinco milhões de inscritos e permanece como uma das principais portas de entrada para o ensino superior brasileiro, por meio do Sisu, Prouni e Fies.