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Flávio Bolsonaro diz que levará para o túmulo segredo sobre como deixou o Brasil e chegou aos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, que manterá em segredo os detalhes de como deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos. Questionado sobre a viagem, declarou que levará as informações “para o túmulo”.
Flávio desembarcou nos Estados Unidos em 28 de outubro, depois da derrota eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva. Na entrevista, afirmou que decidiu viajar espontaneamente, junto com a esposa, e negou ter recebido ajuda de governos ou de terceiros. Segundo o senador, amigos no exterior teriam apenas demonstrado apoio.
A reportagem do New York Times, entretanto, apresenta uma versão diferente sobre a logística da viagem. Segundo informações atribuídas a autoridades norte-americanas, o jato que levou Flávio a Miami teria sido providenciado por uma autoridade da Casa Branca, e sua entrada nos Estados Unidos teria sido autorizada diretamente pelo presidente Donald Trump.
A saída do senador do Brasil ocorreu em meio a uma investigação que envolve suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. Segundo as reportagens, havia uma determinação para a entrega de passaportes.
Na entrevista, Flávio voltou a contestar o resultado das eleições brasileiras, questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas sem apresentar provas de fraude e afirmou que pretende contestar judicialmente a vitória de Lula. Também reconheceu ter poucas chances de reverter o resultado.
O episódio levanta questionamentos sobre as circunstâncias da saída do senador, especialmente diante da diferença entre sua versão e as informações atribuídas a autoridades norte-americanas. Flávio nega ter recebido ajuda e afirma que decidiu viajar por conta própria.