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Passagens aéreas mais caras? Petrobras aumenta preço do combustível de aviação em R$ 0,45 por litro

02/11/2026 - 08h05min

A Petrobras reajustou em 7,2% o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. A mudança começou a valer neste domingo (1º) e representa um aumento de R$ 0,45 por litro em relação ao valor praticado em outubro.

O reajuste ocorre após outra elevação no mês passado, quando o combustível registrou alta média de 11,76%, equivalente a R$ 0,65 por litro. Com isso, as companhias aéreas enfrentam uma sequência de aumentos em um dos principais componentes de seus custos operacionais.

Segundo a Petrobras, a atualização dos preços está relacionada à valorização das cotações internacionais do combustível, em meio à intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, em consequência da guerra entre os dois países.

A estatal informou que utiliza uma fórmula de reajuste prevista em contrato e que as alterações são realizadas mensalmente no Brasil. No mercado internacional, por outro lado, as variações podem ocorrer diariamente.

Combustível pesa nos custos das empresas

A Petrobras responde por aproximadamente 85% da produção nacional de querosene de aviação, mas o mercado é aberto à concorrência, permitindo a atuação de outras empresas produtoras e importadoras.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a participação do combustível nos custos operacionais das companhias brasileiras passou de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio.

O aumento representa uma pressão adicional para o setor aéreo, que precisa administrar despesas com combustível, manutenção, pessoal e operação dos voos.

Passagens podem ficar mais caras?

O reajuste do querosene não significa aumento automático das passagens aéreas. Entretanto, como o combustível representa uma parcela expressiva dos custos das empresas, a elevação pode influenciar a formação dos preços dos bilhetes e as decisões comerciais das companhias.

O impacto para os passageiros dependerá de fatores como concorrência, demanda, câmbio, custos operacionais e estratégias adotadas pelas empresas.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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