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Projeto da SIEHU leva estudantes da rede municipal para museus e acervos indígenas

Na terça-feira, 11, estudantes de sete escolas da rede municipal, 25 de Julho, Concórdia, Ildo Meneghetti, 19 de Outubro, Aroni Aloísio Mossmann, Nelda Julieta Schneck e Nicolau Fridolino Kunrath, além de dois atendidos da APAE Ivoti, e seus professores, participaram de um passeio de estudos organizado pela Sociedade Ivotiense de Estudos Humanísticos (SIEHU). A atividade faz parte do projeto relacionado ao 7º livro da série “Um olhar colorido sobre Ivoti – Povos Originários da pré-história aos dias atuais”, produzido com patrocínio do Fundo Social do Sicredi Pioneira e apoio de entidades locais.
Durante o passeio o grupo conheceu o Instituo Anchietano de Pesquisas (IAP), na Unisinos. Lá, foram recebidos pelo professor e arqueólogo Jairo Rogge, que apresentou os artefatos indígenas, reproduções de pinturas das cavernas, sepulturas, urnas funerárias, esqueletos, panelas, cestos, instrumentos de pedra e osso, enfeites. Jairo trouxe algumas curiosidades, como a pedra de quebrar coquinho, que tem uma imagem presente na capa do livro da SIEHU e falou um pouco sobre os diferentes acervos do IAP. enfatizando os vestígios encontrados na região de Ivoti , especialmente em 1985 e 1986, quando foi escavado e estudado o Sítio RS -C-43: Capivara-I, hoje pertencente Lindolfo Collor.
Ainda na Unisinos, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer a Exposição 400 anos das Reduções Jesuítico-Guaranis | 1626-2026, que conta a história dos indígenas Guarani dos Sete Povos das Missões, com grandes estátuas de madeira, e a história dos jesuítas em São Leopoldo com muita riqueza de objetos religiosos: altar, móveis, estátuas, cruzes, vestes, cálices, ostensórios e livros. Criadas por jesuítas a partir de 1626, as Missões reuniram indígenas guaranis no sul da América. Ali, catequese e domínio territorial se misturaram. Longe dos bandeirantes, os indígenas construíram cidades, arte e lavouras, mas perderam parte de sua cultura. Com o Tratado de Madrid em 1750, veio a Guerra Guaranítica, liderada por Sepé Tiarajú, em defesa da terra. As ruínas das Missões guardam até hoje a memória dessa resistência.
Museu do Índio Tükuna
Na parte da tarde o grupo seguiu para a IENH – Fundação Evangélica, para conhecer o Museu do Índio Tükuna. Magnus Popp, coordenador do museu e professor de história, destacou a importância de receber os estudantes e mostrar sobre a diversidade dos povos originários e sua influência cultural no Brasil. “Aqui no museu conseguimos receber grupos de até 50 estudantes e estamos abertos toda quarta-feira ou por agendamento”, destacou o professor.
Agora, as turmas seguem o projeto em sala de aula, realizando estudos e pesquisas com o apoio do livro que foi doado para turmas de Ensino Fundamental. Além disso, uma visita para a Aldeia Kaingang Por Fi Ga, de São Leopoldo, também deve integrar o projeto neste segundo semestre.
Para mais informações relacionadas ao projeto e adquirir o livro, é possível acessar o perfil da SIEHU no instagram: @siehuivoti ou pelo telefone 51 9 9712.8268, com Andréa Schneck