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Saiba como ocorreu o desaparecimento de Sonia

02/10/2026 - 13h00min

Sonia Maria Spaniol Backes, 49 anos, é natural de Hortêncio e residia em Linha Nova Baixa com sua família. Era esposa Luis Backes e tem um filho de 20 anos. Na manhã de segunda-feira saiu como todos os dias e pegou o ônibus que a levaria até a fábrica de calçados Bottero em São José do Hortêncio. Ao chegar em Capela do Rosário, logo depois do ônibus cruzar a ponte, Sonia pediu para o motorista parar. Ela disse que não estava bem e que telefonara para o marido, que a viria buscar. Ela desceu do ônibus e desapareceu. Já era dia claro naquela manhã de segunda-feira, dia 28. Durante todo o dia de segunda-feira não se sabia que ela havia desaparecido e ninguém sabia onde estava. Na tarde de segunda-feira, o marido Luis Backes foi jogar carta no Bar do Pigas em Hortêncio, que fica curiosamente no outro lado da Bottero onde Sonia deveria estar trabalhando. De noite, ela não chegou em casa como costumeiramente. Ligaram para o celular dela e não atendeu. Foram atrás de conhecidos que também trabalham na Bottero e ficaram sabendo que ela havia descido em Capela do Rosário. O motorista do ônibus confirmou inclusive relatando o que ela havia dito para descer no meio do caminho.


As buscas entraram ontem no terceiro dia

As buscas iniciaram na noite de segunda-feira ainda e se estenderam até por volta das 2h30 da madrugada. Nada foi encontrado. Na terça-feira reiniciaram as buscas de manhã. Familiares continuaram ligando para o celular e na terça de manhã um caminhoneiro atendeu a ligação. Ele disse que tinha encontrado a bolsa em cima da ponte e que ficou dentro do caminhão até o outro dia. Então ele foi entregar a bolsa na Delegacia de Polícia. As buscas continuaram até de noite na terça e nada foi encontrado. O fato novo foi a localização da bolsa, o que dá a impressão de que realmente ela esteja no rio. Até então os bombeiros trabalhavam com a hipótese de um desfecho diferente que não fosse o rio.
Na quarta-feira as buscas se intensificaram com 8 bombeiros de Ivoti, que passaram a coordenar as ações e dois de Hortêncio, que deram o apoio logístico. Mesmo com a bolsa tendo sido encontrada em cima da ponte, passaram a trabalhar com outras hipóteses, pois ninguém viu ela pular no rio. As ações fora feitas com drones e cães farejadores. A água muito escura e suja dificultou as buscas. Os mergulhadores tiveram muitas dificuldades nas águas sujas e escuras, além da forte correnteza.


Um cão farejador especialmente trazido ao local direcionou as buscas.

No terceiro dia de buscas, as equipes contaram com a ajuda decisiva de um cão farejador especialmente trazido até o local. Ele foi colocado no local onde Sonia desceu do ônibus e o cão foi imediatamente até o meio da ponte, se deslocando cerca de 80 metros e parou bem no meio. Ali a polícia passou a ter a certeza do que havia acontecido. Sonia só podia estar no rio. Ontem mesmo, dois botes percorriam um raio de 12 metros dentro do rio, mas o rio ainda muito alto dificultou as buscas. As equipes de resgate imaginam que dentro de dois dias, com a água baixando, poderá ser possível encontrá-la.
Cerca de 15 pessoas se encontravam sobre a ponte na tarde de ontem. Os prefeitos de Presidente Lucena e Lindolfo Collor estavam lá, a família de Sonia e populares. O que motivou Sonia a tomar esta decisão não se sabe. Uma colega que estava no ônibus disse que ela balançou a cabeça para trás e para frente. Logo depois levantou e foi até o motorista.

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