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Tesouro Direto oferece títulos com rendimento superior a 8% ao ano acima da inflação
Os títulos públicos negociados pelo Tesouro Direto passaram a oferecer remunerações superiores a 8% ao ano acima da inflação nesta terça-feira (3), na véspera da decisão do Comitê de Política Monetária sobre a taxa Selic. Entre os papéis prefixados, as taxas chegaram a 15,61% ao ano.
Na atualização das 15h30, o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2032 oferecia rendimento de 8,04% ao ano além da variação da inflação. Para os títulos com vencimento em 2040, a taxa era de IPCA mais 7,66%, enquanto o papel com vencimento em 2050 pagava IPCA mais 7,41%.
Entre os títulos prefixados, a maior remuneração registrada era de 15,61% ao ano para o papel com vencimento em 2032. O título com vencimento em 2029 oferecia 15,19%, enquanto o prefixado com juros semestrais para 2037 pagava 15,48%.
As taxas refletem a exigência de retornos maiores por parte dos investidores diante das preocupações com a situação fiscal brasileira e da piora das expectativas de inflação. O mercado também acompanha a definição da política monetária e as perspectivas para a equipe econômica do próximo mandato presidencial.
O Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira elevou a estimativa de inflação para 2027 de 4,34% para 4,76%. A previsão para a Selic no encerramento do próximo ano passou de 11,75% para 12,50%.
Apesar das remunerações elevadas, os títulos públicos apresentam riscos para quem precisa resgatar o investimento antes do vencimento. Quando as taxas de juros oferecidas pelo mercado aumentam, o preço dos papéis já negociados tende a cair, fenômeno conhecido como marcação a mercado.
Nos títulos prefixados, a taxa contratada é conhecida no momento da aplicação. Nos papéis atrelados ao IPCA, o investidor recebe a variação da inflação acrescida de uma taxa fixa, desde que mantenha o título até o vencimento, conforme as condições contratadas.
Os rendimentos informados são brutos e não incluem impostos ou eventuais custos da operação.
