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União estima recuperar R$ 778 bilhões de dívida ativa nos próximos 15 anos

A União estima recuperar R$ 778 bilhões em créditos inscritos na Dívida Ativa nos próximos 15 anos. A projeção integra a 8ª edição do Relatório de Riscos Fiscais da União, elaborado pelo Tesouro Nacional, e considera um estoque de aproximadamente R$ 3,4 trilhões registrado em julho de 2026.
Segundo os dados divulgados, cerca de R$ 2,7 trilhões desse estoque são classificados como perdas. A Dívida Ativa reúne valores que pessoas físicas, empresas e outras entidades devem ao governo federal e que não foram pagos dentro dos prazos previstos, passando a ser cobrados administrativamente ou pela Justiça.
O relatório também aponta que a exposição da União a riscos fiscais específicos alcançou R$ 4,87 trilhões em 2025. O valor representa uma redução de R$ 220 bilhões em comparação com o registrado no encerramento de 2024.
Entre os componentes analisados estão processos judiciais, créditos que o governo tem a receber de estados e municípios, garantias concedidas em operações de crédito e participações em fundos. Os haveres financeiros relacionados a outros entes federativos somaram R$ 888,8 bilhões em 2025.
Outro indicador apresentado pelo Tesouro diz respeito às garantias da União em operações de crédito. O governo precisou honrar R$ 11,1 bilhões em 2025. Em 2026, até agosto, o montante chegou a R$ 3,1 bilhões, com previsão de encerrar o ano em R$ 6,5 bilhões.
A dimensão dos números exige uma distinção importante: a exposição a riscos fiscais não significa que todo o valor será necessariamente desembolsado pelo governo. O relatório reúne diferentes tipos de ativos e passivos, com probabilidades distintas de recuperação ou de materialização de perdas.
A estimativa de recuperação da Dívida Ativa representa uma possibilidade de ingresso de recursos ao longo de 15 anos, e não uma receita já garantida para o orçamento federal.