Região
Ecossistema Veleiro cria Núcleo para posicionar Dois Irmãos como uma cidade globalmente conectada

Dois Irmãos deu mais um passo importante rumo ao futuro. Na manhã da última quinta-feira (6), o Ecossistema Veleiro oficializou a criação do Núcleo de Internacionalização, uma iniciativa que busca posicionar o município como uma cidade globalmente conectada, ampliando oportunidades para empresas, instituições e para toda a comunidade.
O grupo reúne representantes de diferentes organizações para construir estratégias que fortaleçam a presença de Dois Irmãos no cenário internacional. A meta, segundo a apresentação de lançamento, é ambiciosa: até 2035, o município pretende ser reconhecido no Rio Grande do Sul como polo de desenvolvimento de iniciativas inovadoras para impulsionar o setor empresarial e soluções ecoeficientes.
Um município que já vive a internacionalização
Os números apresentados no lançamento mostram que o comércio exterior já é uma realidade consolidada em Dois Irmãos. Em 2025, o município exportou US$ 96,3 milhões e importou US$ 40,8 milhões, somando uma corrente de comércio de US$ 137,1 milhões.
Apesar do porte, a cidade tem peso relativo expressivo dentro do Rio Grande do Sul: responde por 0,5% das exportações e 0,3% das importações do estado, ocupando a 34ª e a 36ª posição, respectivamente, nos rankings estaduais. No cenário nacional, a participação é de 0,03% nas exportações (477º lugar) e 0,01% nas importações (398º lugar).
Os produtos dois-irmenses chegaram a 86 países em 2025. Os Estados Unidos concentram a maior fatia das exportações, com 52,8%, seguidos por França (9%), Espanha (5,9%), Reino Unido (4,8%), Argentina (3,7%), Países Baixos (2,8%), Tunísia (2,7%), Uruguai (2,2%), Colômbia (2%) e Chile (1,3%).
Na pauta exportadora, os calçados lideram com folga, respondendo por 81,6% do total, seguidos pelo couro (9,2%) e pelo setor moveleiro (8,8%). Os 0,4% restantes envolvem máquinas, obras de vidro, vestuário e outros itens.
Já as importações têm origem concentrada na Ásia: Índia (58,5%) e China (29,7%) somam quase 90% do total, complementadas por Turquia, Taiwan, Itália, Argentina, Finlândia, Estados Unidos, Alemanha e Espanha. O item mais importado pelo município são peças para veículos e tratores.
O que o Núcleo pretende fazer
A proposta do grupo vai além das relações internacionais tradicionais. Segundo a apresentação, o Núcleo pretende atuar em cinco frentes: preparar empresas (por meio de treinamentos, digitalização, certificações, traduções e programas como os da Apex Brasil), conectar o ecossistema local a universidades, parques tecnológicos, cidades-irmãs e missões técnicas, atrair investimentos e talentos, inserir o município em redes globais — como a Rede de Cidades Inteligentes — e internacionalizar o conhecimento por meio de intercâmbios.
Entre os projetos já cogitados estão missões empresariais, recepção de delegações estrangeiras, participação em eventos internacionais, conexão com consulados, qualificação de mão de obra e parcerias com empresas.
Quem coordena
Segundo a coordenadora do Núcleo, Deisi Diel Weber, doutora em economia e especialista em comércio exterior, entre as frentes de atuação estão a identificação de parcerias estratégicas, a aproximação com instituições internacionais, o incentivo à participação em programas de cooperação e a promoção de iniciativas que fortaleçam a imagem de Dois Irmãos como um município inovador, preparado para dialogar com o mundo.
A criação do Núcleo representa mais um marco na consolidação do Ecossistema Veleiro e reforça a visão de transformar Dois Irmãos em uma cidade cada vez mais inovadora, competitiva e conectada ao mundo, criando um ambiente favorável para quem empreende, investe e acredita no desenvolvimento sustentável do município.