Região
Picada Café: criada lei dedicada à prevenção e o fim da violência contra mulheres

Picada Café – Uma lei contra a violência e à prevenção e conscientização pelo fim da violência contra a mulher foi aprovada na semana passada pela Câmara de Vereadores de Picada Café. Essa é de autoria da vereadora Adriane Marconi Mielke, e contou com o apoio de todos os colegas. Denominada de “Agosto Lilás” a lei prevê campanhas no mês de agosto. “O mês de agosto será destinado à realização da campanha de conscientização, prevenção e enfrentamento a todas as formas de violência contra a mulher em Picada Café. Violência Física, violência psicológica, sexual, patrimonial, seja qual for, devemos lutar para que a mulher tenha a sua liberdade”, detalhou.
CAMINHADA
Após aprovada na Câmara a lei segue para sanção do prefeito Daniel Rückert. A partir dela o Município poderá desenvolver e apoiar ações, tendo como principais objetivos conscientizar a população sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher, divulgar serviços e canais de denúncia e a rede de apoio municipal, fortalecer políticas públicas de proteção às mulheres e estimular a cultura de paz, respeito e igualdade de gênero. “É um tema de extrema relevância, uma vez que se faz necessário estimular reflexões sobre o combate à violência contra as mulheres, reforçar a importância do respeito aos direitos humanos e orientar quanto à necessidade de denunciar casos vivenciados. Hoje a violência contra a mulher é considerada um dos maiores problemas de segurança pública do país. Segundo o Instituto Maria da Penha, a cada sete segundos uma mulher é agredida no Brasil. O país ocupa a 5ª posição no ranking mundial de feminicídios”, enalteceu a vereadora. E a primeira ação da lei ocorre no próximo dia 23. Uma caminhada sairá da Prefeitura Municipal em direção ao Parque Jorge Kuhn onde ocorre uma palestra. “Será um ato de respeito e união pela vida”, frisou. A vereadora Marilei Wittmann elogiou a iniciativa e detalhou que as mulheres já contam com a Procuradoria da Mulher, um espaço acolhedor na Câmara de Vereadores, onde elas são acolhidas e encontram proteção e orientação. Já a presidente Franciele Simon Dielh afirmou que “falar sobre violência doméstica não é fácil, mas muito necessário. É mais que uma campanha, é informação e prevenção”, definiu.