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Governo Lula termina reunião sobre economia sem apresentar soluções para a dívida pública

06/11/2026 - 07h36min

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros, ex-ministros e economistas nesta quinta-feira (5) para discutir a situação econômica do país e os desafios fiscais do próximo mandato. Apesar da expectativa em torno do encontro, o governo terminou a reunião sem anunciar medidas concretas para conter o crescimento da dívida pública.

Após o encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a equipe econômica deverá aprofundar as propostas e apresentá-las ao presidente somente depois de sua viagem internacional, prevista para a primeira quinzena de novembro.

A reunião aconteceu um dia depois de o Banco Central interromper o ciclo de redução da taxa básica de juros e manter a Selic em 13,75% ao ano. O cenário aumenta a pressão sobre o governo, especialmente diante das dificuldades para equilibrar as contas públicas e cumprir as metas fiscais.

Os números mais recentes do Banco Central mostram que a dívida bruta do governo geral chegou a R$ 11,1 trilhões em setembro, equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador considera as dívidas do governo federal, da Previdência Social e dos governos estaduais e municipais.

No encerramento de 2022, antes do início do terceiro mandato de Lula, a dívida estava em 71,7% do PIB. A elevação acumulada desde então representa um aumento de 11,2 pontos percentuais.

O governo estabeleceu para 2027 uma meta de superávit primário de 0,5% do PIB. Entretanto, especialistas e agentes do mercado financeiro demonstram preocupação com o crescimento das despesas obrigatórias e com a capacidade de cumprimento das metas nos próximos anos.

Durigan afirmou que o governo pretende preservar os compromissos sociais assumidos com a população e, ao mesmo tempo, buscar sustentabilidade fiscal. Não foram anunciados cortes de despesas, mudanças tributárias ou novas medidas de arrecadação.

O resultado da reunião deixa para a segunda quinzena de novembro a expectativa por propostas concretas. Até lá, a dívida pública, os juros elevados e a falta de sinalização sobre medidas fiscais permanecem no centro das preocupações econômicas.

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