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STF prepara julgamento conjunto de bets e jogos de azar; decisão pode mudar o futuro das apostas no Brasil
O Supremo Tribunal Federal deverá analisar conjuntamente quatro processos relacionados à exploração de apostas esportivas, loterias e jogos de azar no Brasil. A informação foi publicada pelo UOL nesta sexta-feira (6), às 5h30.
Segundo a reportagem, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, indicou que a Corte deverá aguardar uma manifestação do Congresso Nacional sobre a Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu as operações das chamadas bets no país.
A medida provisória foi editada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro e determinou o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor.
A expectativa é que o Congresso se manifeste antes do vencimento da medida, previsto para janeiro de 2027, após o prazo constitucional de 120 dias.
Mesmo que os parlamentares decidam manter as atividades das plataformas, o Supremo deverá analisar a constitucionalidade da exploração das apostas.
O ministro Luiz Fux é relator das ações que questionam tanto a medida provisória quanto a legislação que regulamentou as apostas esportivas no Brasil. Também existe um processo que discute a validade da exploração de jogos de azar, como bingos, caça-níqueis e jogo do bicho.
Durante audiência pública realizada na terça-feira (3), Fux afirmou que considera as apostas esportivas prejudiciais à sociedade e defendeu que sejam banidas do cenário esportivo nacional.
O ministro argumentou que a ludopatia, transtorno relacionado ao vício em jogos de azar, representa um problema de saúde pública e também econômico.
A Procuradoria-Geral da República também questiona a legislação que regulamentou as apostas e aponta riscos à saúde pública e ao consumidor.
O debate tem consequências diretas para empresas, clubes de futebol, patrocinadores, apostadores e trabalhadores do setor. A proibição das plataformas pode alterar contratos comerciais, receitas de publicidade e a movimentação financeira ligada ao mercado de apostas.
Para os consumidores, a discussão envolve proteção contra o endividamento e os efeitos do vício em jogos.
Até o momento, não existe decisão definitiva do STF sobre a constitucionalidade da proibição.
